Bebida
amarga que em sofreguedos tragos
A memória
tolda de fragmentos e estilhaços
Soprados
pelo vento do cansaço…
Que trás de
volta uma réstia de luz
Que uma
ilusão produz de esquecimento
De doce
esquecimento…
Memória de
um passado baço
Que tolda o
próprio TEMPO
Que passeia
na areia da praia descalço…
E desse doce
momento que contrasta com a amargura
Uma memória
perdura de contentamento
Desejando-se
beber mais e mais…
Do mesmo
veneno do TEMPO…
Que no
sangue intoxicado perdura…

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