quarta-feira, 5 de outubro de 2016

SEM EIRA NEM BEIRA


Sem eira nem beira sem princípio nem fim
Sem eira nem beira pedia num jardim
Uma alma penada, um homem condenado
Sucumbindo à morte, cantando o seu fado…
Sem eira nem beira, morreu num coreto
Uma alma coitada, pintada de preto
Sem eira nem beira, andava lentamente
Um pobre diabo em figura de gente
Sem eira nem beira, morreu na avenida
Um pobre desgraçado, que deu a partida
Num circo embarcado, em luzes de néon…
Girando, girando num rodopiar de morte

Sem eira nem beira, um homem de pouca sorte…

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