Sem eira nem
beira sem princípio nem fim
Sem eira nem
beira pedia num jardim
Uma alma
penada, um homem condenado
Sucumbindo à
morte, cantando o seu fado…
Sem eira nem
beira, morreu num coreto
Uma alma
coitada, pintada de preto
Sem eira nem
beira, andava lentamente
Um pobre
diabo em figura de gente
Sem eira nem
beira, morreu na avenida
Um pobre
desgraçado, que deu a partida
Num circo
embarcado, em luzes de néon…
Girando,
girando num rodopiar de morte
Sem eira nem
beira, um homem de pouca sorte…

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