quarta-feira, 5 de outubro de 2016

O CABO DAS TORMENTAS


Dobrei esse cabo infame, dobrando as próprias dores
Em chamas inflamado cheio de vontade… louco
Ardendo ao Sol que brilhava, cheio de sede, cheio de sal
Dobrei esse cabo infame, que me desejava mal
De velas enfunadas a todo o pano…
De braços erguidos aos Céus…
Vi-te amor bem lá no Alto
E soube que estavas com Deus…
E segredando ao ouvido de outros irmãos meus
Disse-lhes:
- Porque estou vivo?
- Porquê eu? Deus Meu? Meu Deus?

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