quarta-feira, 5 de outubro de 2016

MAGMA


Da tua lava bebi lentamente…
Queimava-me a garganta que de sede ardia
E assim mais um dia se passava
No qual eu me embriagava
Da lava que sofregamente bebia…
E depois de corpo entorpecido
Cambaleando ao acaso
De espírito dormente adormecido
Dedicava-me ao ócio…
À depressão
Afundando-me numa cama
Que foi berço, leito de amante

E hoje caixão…

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