quarta-feira, 5 de outubro de 2016

FLAMA


Chama que encarna desfazendo-se etérea
Consumindo o ar que a rodeia numa inflamada atmosfera
Subindo em golfadas quentes rodopiantes
Derretendo a cera, queimando o pavio
Escorrendo pela base de prata
Como se fosse um afundado navio
E sempre que essa vela se apaga
Rolos de fumo desfiam-se no ar
Num fio-de-prumo que sobe
Com um cheiro característico
De cera queimada a flutuar
Lembrando a flama ateada

Que se acendeu para queimar…

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