Chama que
encarna desfazendo-se etérea
Consumindo o
ar que a rodeia numa inflamada atmosfera
Subindo em
golfadas quentes rodopiantes
Derretendo a
cera, queimando o pavio
Escorrendo
pela base de prata
Como se
fosse um afundado navio
E sempre que
essa vela se apaga
Rolos de
fumo desfiam-se no ar
Num
fio-de-prumo que sobe
Com um
cheiro característico
De cera
queimada a flutuar
Lembrando a
flama ateada
Que se
acendeu para queimar…

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